quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PROJETO 1

Projeto 1

O que os Iniciantes devem saber antes de iniciar uma Criação Comercial

•         As rãs após a metamorfose são canibais (uma come a outra), carnívoras e caçadoras, ou seja, precisam ser induzidas ou condicionadas a se alimentar de alimentos que elas “acreditam” estarem vivos ou em movimento.
•         Seu desenvolvimento depende diretamente da temperatura.
•         Antes de iniciar seu empreendimento verifique a documentação necessária junto aos órgãos competentes (DEPRN, DAEE, CETESB e IBAMA).
•         Se pretende trabalhar com um organismo que é estreitamente dependente da água é necessário antes da implantação realizar uma análise física, química e microbiológica da água.
•         Os ranários de São Paulo em sua grande maioria ocupam uma área média construída de 500 m2. Para dimensionar seu empreendimento calcule primeiro o quanto você irá querer de lucro, o quanto você tem para aplicar no negócio e a taxa de retorno. Só então inicie a construção de suas instalações.
•         A quantidade de água média (= vazão) utilizada em um ranário de 500 m2 (conforme sugestões apresentadas pelo IP) é de 0,5 litros por  segundo.
•         O custo médio para a construção de um ranário segundo sugestão do IP, em região próxima a São Paulo, é de aproximadamente R$ 50,00 a R$ 70,00 por metro quadrado.
•         O custo de produção médio de um quilo de carne de rã é de aproximadamente R$ 14,00.
 
Telefones Úteis

•                        Instituto de Pesca: 11-3871.7548
•                        IBAMA: 11- 3066.2633 ou 3066.2657


Histórico da Ranicultura


Compreende um conjunto de instalações, associadas a técnicas de manejo especialmente desenvolvidas para cada um dos setores da criação. A padronização das instalações e a sistematização do manejo de rotina, tem possibilitado uma evolução gradativa dessa tecnologia. A exemplo de outras atividades da produção animal, o sucesso da criação de rãs passou a ter um desenvolvimento efetivo depois que construções mais adequadas foram associadas às técnicas de manejo sistematizado, possibilitando um bom desempenho no crescimento do plantel aliado à baixa mortalidade. Tal premissa é contemplada pelo sistema anfigranja, onde a rã-touro tem apresentado níveis de produtividade comparáveis às criações tradicionais como a piscicultura, avicultura, etc.


No processo de desenvolvimento tecnológico do Sistema Anfigranja, inicialmente os pesquisadores contemplaram o setor de recria, onde os elementos básicos do piso (cocho, abrigo e piscina) se dispõem linearmente em área proporcional ao número de rãs que são alojadas em cada baia (Lima & Agostinho, 1988);  recentemente inovações foram introduzidas, com pequenas modificações no perfil do cocho e centralização da piscina, mantendo-se a mesma disposição linear (Lima, 1997). O setor de reprodução possue uma baia de mantença com piso semelhante ao da recria, com baias de acasalamento em anexo (Lima & Agostinho, 1992).   O setor de girinos se caracteriza pela padronização das instalações (tanque circular ou retangular) e sistematização do manejo associado a um mecanismo auto-limpante, composto de uma rede hidráulica em alta pressão e fundo com uma moega (tipo funil) acoplada a um tubo em cotovelo para o escoamento dos resíduos (fezes, restos de ração e gases) como indicado em Lima (1997).
Um ranário que adota o Sistema Anfigranja pode ser, resumidamente, assim descrito:
O Setor de Reprodução é constituído de duas áreas distintas: as baias de mantença e as de acasalamento. Na primeira, as rãs reprodutoras são mantidas confortavelmente durante todo o ano, sendo transferidas para as baias de acasalamento quando ranicultor necessita de desovas. Essas baias de acasalamento podem ser para apenas um casal de cada vez (individualizadas), ou para vários casais (baias coletivas). Após a reprodução, a desova é transferida para o setor de girinos, e o casal retorna para a baia de mantença. Apesar dessa baia ser semelhante às do setor de recria, seus elementos básicos estão em número e dimensões proporcionais ao porte dos reprodutores, que são alojados em uma densidade bem inferior (Lima & Agostinho, 1992).

rã criada comercialmente em cativeiro no Brasil é a rã-touro gigante (Rana catesbeiana). Este animal de origem norte americana foi introduzido em nosso país em 1935, e foi escolhido pelos criadores devido as suas características zootécnicas tais como: precocidade (crescimento rápido), prolificidade (alto número de ovos por postura), e rusticidade (facilidade de manejo). Outras espécies de rãs (nativas do Brasil como a rã-pimenta, rã-manteiga ou paulistinha), também podem ser criadas em cativeiro, mas apresentam comparativamente com a rã-touro, até o momento, menor desempenho produtivo e maiores dificuldades técnicas e burocráticas.

As rãs possuem características biológicas e fisiológicas bem distintas dos animais comumente criados. O seu ciclo de vida compreende uma fase exclusivamente aquática, onde recebem o nome de girinos, e outra terrestre (rã propriamente dita), porém com extrema dependência da água.




Detalhes do Setor de Reprodução






Tanques do Setor de Girinos





No Setor de Recria, constituído de baias de recria inicial e baias de terminação. Essas baias consistem de abrigos, cochos e piscinas dispostos linearmente e adequados ao tamanho dos animais.
As baias de recria inicial, recebem os imagos após a metamorfose, oriundos ou não de uma mesma desova. Quando as rãs alojadas nessas baias alcançam de 30 a 40 g, são tiradas e transferidas para as baias de crescimento e terminação. As baias de crescimento e terminação, são destinadas a receberem lotes uniformes de rãs oriundas das baias de recria inicial, onde permanecem até atingirem o peso de abate. Nesse momento, são enviadas para a industria de abate e processamento.


Histórico e Situação Atual

 
 A ranicultura paulista teve seu início em 1939 através do fomento realizado pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Atualmente podemos dizer que a rã-touro é a única espécie utilizada pelos ranários comerciais brasileiros. Ela é a melhor rã para a criação intensiva e adaptou-se perfeitamente as nossas condições climáticas. Segundo dados publicados em 19991 o Brasil apresenta aproximadamente 600 ranários implantados, 15 indústrias de abate e processamento (7 com SIF e SIE e 8 com processos em andamento), 6 associações estaduais de ranicultores e 4 cooperativas.
A área média recomendada para a implantação de um ranário rentável comercialmente varia entre 500 a 700m2. Com esse projeto o ranicultor pode atingir uma produção de anual média de 2.000 Kg de carne. Recomenda-se água de boa qualidade preferencialmente de mina ou poço. O custo de implantação médio no Estado de São Paulo varia entre R$ 50,00 a R$ 70,00/m2 de área construída. O custo de produção médio é de aproximadamente R$ 14,00/Kg de carne, e o preço médio no atacado em São Paulo gira em torno de R$ 17,00 a R$ 22,00/Kg de carne (AGO/07).
Praticamente toda a produção brasileira (cerca de 400 ton./ano) é absorvida pelo mercado interno, mas o Brasil possui condições de conquistar grande espaço no mercado externo, porém necessita preparar-se para tal. Existem também novos nichos de mercado interno a serem conquistados  

Um comentário:

  1. foi muito interesante esta materia de especificaçao na recria e montagem na qual pretendo montar o meu ranario parabens pelas informaçoes

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